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Jornal Diário de Suzano - 14/04/2026
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Editorial

Rendimento domiciliar

14 abril 2026 - 05h00Por editoracao

Nesta semana, o governo estadual divulgou uma importante informação dando conta de que o rendimento domiciliar per capita do estado de São Paulo dobrou em 11 anos, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O rendimento domiciliar é um indicador fundamental para compreender a qualidade de vida, o nível socioeconômico e a dinâmica econômica de um país ou região. Ele representa a soma de todas as receitas (trabalho, benefícios, aluguéis, etc.) recebidas pelos moradores de um mesmo domicílio.
Só para se ter uma ideia, em São Paulo, o valor ficou em R$ 2.956 em 2025. Trata-se do segundo maior valor no país, ficando abaixo apenas do Distrito Federal (R$ 4.538). Já o rendimento domiciliar per capita para o país foi de R$ 2.316. A diferença do estado de SP para o Brasil é de R$ 640 (28% maior).
A pesquisa avalia desde 2014 a soma dos rendimentos mensais de cada morador de um domicílio.
O rendimento domiciliar per capita em São Paulo aumentou 38% de 2022 para 2025 e 106% desde o início da série histórica em 2014. 
O IBGE calcula os valores dos rendimentos domiciliares per capita com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua. O rendimento domiciliar per capita é calculado levando em conta o total dos rendimentos domiciliares (nominais) e o total dos moradores. Nesse cálculo, são considerados os rendimentos de trabalho e de outras fontes. Todos os moradores são considerados no cálculo, inclusive os moradores classificados como pensionistas, empregados domésticos e parentes dos empregados domésticos.
Os valores são obtidos a partir dos rendimentos brutos de trabalho e de outras fontes, efetivamente recebidos no mês de referência da pesquisa, acumulando as informações das primeiras visitas da PNAD Contínua feitas no 1º, 2º, 3º, e 4º trimestres.
A PNAD Contínua é uma pesquisa domiciliar, amostral, realizada pelo IBGE desde janeiro de 2012, que acompanha as flutuações trimestrais e a evolução da força de trabalho, entre outras informações necessárias para o estudo do desenvolvimento socioeconômico do país. Já a pesquisa sobre os rendimentos domiciliares per capita é feita desde 2014.