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Jornal Diário de Suzano - 23/11/2017
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Sem armas

30 JUL 2015 - 08h00

O desarmamento tem tido efeitos positivos no País. Levantamento divulgado ontem apontou que pelo menos 121 mil mortes foram evitadas entre os anos de 2003 e 2012 por conta do Estatuto do Desarmamento. Somente em São Paulo, estima-se que duas mil vidas tenham sido salvas.

Segundo o estudo, apresentado em evento no Rio de Janeiro, o Estado de São Paulo teve uma queda de 12,6% no número de homicídios entre os anos de 2004 e 2007. Esta diminuição pode ter sido ajudada pela criação do estatuto. Entre 1979 e 2003, ano em que o Estatuto do Desarmamento entrou em vigor, cerca de 500 mil pessoas foram mortas por armas de fogo em todo o Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde.

Especialistas em segurança afirmam que há uma relação direta entre o aumento do número de apreensões de armas de fogo e a redução do número de homicídios.

Atualmente está em discussão um projeto de lei, proposto pelo deputado federal Rogério Mendonça (PMDB), que prevê o aumento da quantidade de armas e munição que cada cidadão pode ter, além de redução da idade mínima de porte de arma. Atualmente, é necessário ter 25 anos. O projeto prevê que caia para 21 anos. Outro ponto proposto no documento é de que as armas apreendidas não sejam destruídos, conforme é feito atualmente.

A proposta vai na contramão de todo trabalho que é feito para que o desarmamento seja cada vez maior. Dados como os divulgados ontem comprovam que este trabalho é realmente importante e que pode diminuir o número de mortes. Especialistas em segurança afirmam que quanto mais acessível for o uso de arma de fogo, o número de assassinatos pode aumentar. Mesmo com estes argumentos, pesquisas realizadas recentemente questionam o quanto a permissão do armamento da população faz realmente diferença. Nos EUA, por exemplo, o número de mortes por arma de fogo é três vezes menor do que no Brasil. Vale lembrar que o acesso à arma de fogo lá é bem mais acessível do que no Brasil.

O fato é que a diminuição da violência precisa ir além da permissão de armamento ou não. É necessário que todo este trabalho de desarmamento seja feito. Mas é preciso também que existam outras ações de segurança pública que garantam o bem-estar do cidadão. Se o primeiro passo foi dado - com a criação do estatuto - é preciso ir além e garantir cada vez mais segurança a todas as pessoas.

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