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Jornal Diário de Suzano - 30/11/2020
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CBF afasta árbitro e 5 auxiliares que erraram nas partidas de quarta-feira

04 SET 2015 - 08h00

Pressionada por dirigentes de clubes, criticada por jogadores, torcedores e imprensa, a Comissão de Arbitragem da CBF afastou ontem um juiz e cinco auxiliares que trabalham em jogos do Campeonato Brasileiro. Eles foram responsáveis por erros graves em metade dos oito jogos da última quarta-feira. Mas o presidente da comissão, Sérgio Corrêa, que teve a cabeça pedida por dirigentes como o presidente do Atlético Mineiro, Daniel Nepomuceno, continua firme no cargo.

Os integrantes do quadro de arbitragem que foram afastados das próximas rodadas trabalharam nos jogos Corinthians 2 x 0 Fluminense, Atlético-MG 0 x 1 Atlético-PR, Goiás 1 x 0 Palmeiras e Ponte Preta 1 a 2 Cruzeiro.

De acordo com a Comissão de Arbitragem, eles vão passar por "treinamentos teóricos e práticos junto à Escola Nacional de Arbitragem", ou seja, por reciclagem. É o que sempre ocorre nessas situações. A CBF não muda a direção dos árbitros nem os métodos.

O afastamento foi consequência da enxurrada de críticas que a arbitragem e o presidente da comissão receberam a reboque do alto número de falhas graves. "O senhor Sérgio (Corrêa) não tem condições de pisar amanhã na CBF. Ele tem de ser afastado agora porque ele não vai conseguir acabar com o futebol. O senhor Sérgio não pode entrar na CBF amanhã (quinta-feira). O campeonato está acabando", bradou o presidente do Atlético, Daniel Nepomuceno.

Mesmo sabendo que Corrêa está mantido pela CBF, ele vai insistir no pedido de degola. O dirigente está indignado por fatos como a escalação do auxiliar Marlos Rafael, que na quarta-feira trabalhou pela primeira vez na Série A.

A Ponte Preta se voltou contra o juiz Emerson Sobral, pelo pênalti não marcado em Borges e por ser conivente com os erros de seus auxiliares, e pediu o banimento do árbitro. "O que aconteceu foi uma palhaçada, a Ponte foi operada", chiou o gerente de futebol, Gustavo Bueno.

Ele garantiu que o clube reclamaria formalmente na CBF, o que o presidente do Fluminense, Peter Siemsen, também prometia fazer. "Não é uma situação única, é recorrente. A gente vem acompanhando uma arbitragem com erros muito grandes, Eu acho que a arbitragem tem de se reinventar. Está faltando transparência na maneira de como ela é organizada e de como ela funciona", disse nesta quinta-feira.

Diante de tanta pressão, a Comissão de Arbitragem da CBF resolveu agir e anunciou o afastamento de seis dos envolvidos em erros porque tiveram "desempenho abaixo do padrão estabelecido". O órgão informou que a reunião que decidiu pelas punições foi realizada pela manhã. Mas o anúncio oficial só foi feito às 15h51, quando a pressão contra a comissão e a própria CBF era grande.

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