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Jornal Diário de Suzano - 12/12/2017
mrv

Religiosos são indiciados por charlatanismo

25 JUN 2015 - 08h00

Um bispo, de 57 anos, e um reverendo, de 59, de uma igreja evangélica de Suzano, foram indiciados pelos crimes de estelionato, charlatanismo, curandeirismo e organização criminosa.

O inquérito policial foi instaurado pela Delegacia Central de Suzano após recebimento de um Boletim de Ocorrência (B.O.) registrado em São Miguel Paulista, onde um senhor de 75 anos conta que a igreja lhe exigiu cerca de R$ 58 mil para realizar atendimentos espirituais.

De acordo com o B.O. registrado em São Miguel Paulista, a vítima conta que ouviu falar da igreja por meio de um programa de rádio, onde os religiosos falavam que desfaziam "trabalhos espirituais do mal". A vítima, que estava passando por problemas, se interessou e então se deslocou até o templo em Suzano. Na igreja, durante o atendimento foram encenadas demonstrações de milagres que o fizeram acreditar.

Disseram que para que o trabalho do mal na vida da vítima fosse desfeito e para que descobrissem quem teria sido o autor, precisariam de 27 esculturas de São Jorge que seriam quebradas e assim desfeito o mal. Para que providenciasse as imagens, o fiel teria que realizar um depósito de R$ 28 mil na conta da igreja. Algum tempo após ter realizado o depósito, o senhor retornou à igreja para saber das revelações. Foi aí que disseram que precisavam de mais imagens e pediram mais R$ 50 mil. A vítima disse ter somente R$ 30 mil e foi até a agência, junto com um outro membro da igreja para fazer a transferência.

Neste momento o gerente do banco estranhou a situação, pois seria a segunda transferência destinada a igreja, e disse ao cliente que ele poderia estar sendo vítima de um golpe. A polícia civil foi acionada. Quando os policiais chegaram, o membro da igreja, que havia ficado do lado de fora da agência, já havia sumido.

"Existem muitos que acabam caindo em golpes como esse, mas não vem até a delegacia por vergonha. É preciso tornar esses fatos públicos para que outras pessoas não caiam nas falsas promessas faraônicas de cura e libertação", disse o delegado titular do DP Central, Fátimo Aparecido Rodrigues

Segundo o delegado, uma secretária da igreja pode estar envolvida no golpe. O inquérito segue para que a polícia possa colher mais provas, averiguar se há outras vítimas e para apurar a identidade do 4º elemento, o membro que teria acompanhado a vítima ao banco. Os indiciados compareceram ao DP para prestar depoimentos, e aguardarão a conclusão do inquérito policial em liberdade.

O delegado disse que em depoimento, os religiosos não negaram ter recebido dinheiro, mas afirmaram que não exigiram nada e que os valores foram dados em forma de doação.

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