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Jornal Diário de Suzano - 17/04/2026
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Região

Alto Tietê tem 15 agências bancárias fechadas em 3 anos

Região ainda conta com cerca de 55 unidades e 870 bancários, mas tendência é de redução com avanço digital

15 abril 2026 - 05h50Por Danielly Miguel - Da Reportagem Local

O avanço da tecnologia e a busca por redução de custos têm provocado mudanças significativas no setor bancário no Alto Tietê. Nos últimos três anos, cerca de 15 agências foram fechadas na região.

Ao todo, Suzano concentra o maior número de fechamentos, com seis agências fechadas no período. Em seguida, Mogi com quatro unidades, e Poá, com dois fechamentos. Outras cidades da região, como Salesópolis e Biritiba, também foram afetadas com três agências fechadas.

Em municípios menores, a redução impacta ainda mais o acesso da população ao atendimento presencial. Entre os fechamentos registrados na região, estão unidades de bancos como Bradesco, Itaú, Santander e Banco do Brasil.

De acordo com Clayton Teixeira Pereira, presidente do Sindicato dos Bancários Mogi das Cruzes e Região, atualmente o Alto Tietê conta com aproximadamente 55 agências em funcionamento e cerca de 870 profissionais no setor. A redução no número de unidades, segundo a entidade, está diretamente ligada à digitalização dos serviços bancários e à estratégia das instituições financeiras de cortar despesas. “O fechamento está totalmente relacionado ao avanço da tecnologia, mas também à contenção de custos. Os bancos querem reduzir gastos e, ao mesmo tempo, aumentar os lucros”, explicou o presidente do sindicato.

Ainda segundo ele, o perfil dos trabalhadores também tem mudado. Funções tradicionais, como a de caixa, vêm perdendo espaço para atividades voltadas à venda de produtos financeiros. “Hoje o banco não quer apenas o caixa. Ele busca um funcionário que venda produtos, que gere lucro. Além disso, muitos profissionais acabam acumulando funções”, destacou.

Outro fato apontado é o custo de manutenção das agências físicas, incluindo aluguel e despesas operacionais, o que reforça a decisão das instituições de investir cada vez mais em canais digitais.

A tendência, segundo o sindicato, é de continuidade desse movimento, com o fortalecimento dos serviços digitais e a diminuição progressiva das estruturas físicas, o que deve seguir impactando tanto clientes quanto trabalhadores do setor bancário.

 

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