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Aos 92 anos, autora do hino de Ferraz conta trajetória histórica

Filha de Maria Conceição Araújo e Ricardo Samuel Araújo teve uma infância permeada pela arte

Por de Ferraz16 OUT 2021 - 23h20
Aos 92 anos, autora do hino de Ferraz conta trajetória históricaFoto: Secom Ferraz/Divulgação
Célia Augusta de Araújo é uma das figuras mais emblemáticas da história de Ferraz de Vasconcelos. Foi autora do Hino da cidade e a primeira chefe de Expediente da Prefeitura, em 1961. Ajudou a organizar a 1ª Festa da Uva da cidade e desempenhou trabalhos importantes junto aos prefeitos.
 
Hoje, aos 92 anos, vive em Cotia-SP, mas nutre a paixão pelo município que a acolheu. Foi a pioneira na alfabetização de jovens e adultos e teve seu trabalho reconhecido pela Secretaria de Estado da Cultura. Também ganhou o título de Cidadã Ferrazense, da Câmara Municipal. Venha conhecer um pouco mais da incrível história de Célia. 
 
"Visualizei um desfile passando na Avenida naquele município, com a Banda tocando um Hino. A melodia eu a ouvi na minha mente e senti uma forte emoção", conta Célia em sua biografia, referindo-se a composição do hino.
 
Filha de Maria Conceição Araújo e Ricardo Samuel Araújo teve uma infância permeada pela arte. Seu pai era pianista, compositor, poeta e a mãe pintora - chegou a expor seus quadros no Salão Paulista de Belas Artes. Herdou ambos os talentos. Aos 92 anos, atualmente ela mora sozinha em Cotia, interior de São Paulo, mas recorda com muito amor e saudosismo o tempo que viveu em Ferraz de Vasconcelos. As informações são da Secretaria de Comunicação (Secom).
 
"As crianças cantam o hino? Queria muito que elas cantassem. Não deixe nunca que a história se perca". Lúcida mas com grande perda auditiva ela lembra de sua atuação no setor administrativo da Prefeitura e o como ajudava em diversas outras áreas, como a organização da Festa da Uva Fina. Também dividia seu tempo com o Coral da cidade. Datilografou a própria biografia que se tornou livro.
 
Sua história se mistura com a construção e evolução de Ferraz de Vasconcelos. Foi a saudade ocasionada por um breve distanciamento que a fez escrever o Hino da cidade. Foi a gratidão transformada em melodia e versos à cidade que a acolheu e proporcionou o desenvolvimento de tantas ações. Foi a pioneira na educação de jovens e adultos, cuidou dos mais vulneráveis e ainda amparou sua mãe até o último dia. Seus pais trabalhavam no Correio de Santos. Inclusive, Maria Conceição passou em primeiro lugar no concurso em 1922. Conheceu seu futuro marido lá. Casaram-se em 8 de dezembro de 1923.
 
Em 1925 nasceu a primeira filha do casal, Maria Carlota. Em 1927 veio ao mundo Samuel Carlos e dois anos depois, a caçula, Célia Augusta, no dia 8 de julho. Aos 6 anos de idade o garotinho faleceu, vítima de tétano. A perda foi avassaladora e fez com que a família se mudasse de Santos para Campinas, permanecendo lá até agosto de 1938. De volta a Santos, Célia passou a frequentar o Grupo Escolar Visconde de São Paulo Leopoldo e fazer parte do coral. Sua infância sempre foi marcada idas ao teatro, apresentações musicais e cinema. A rica trajetória da compositora do hino de Ferraz contribui muito para quem estuda a história da própria cidade.

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