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Jornal Diário de Suzano - 12/12/2017
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Após onda de assaltos, moradores criam grupo para monitoramento

21 ABR 2015 - 08h00

 A falta de policiamento nas ruas e uma onda de assaltos a veículos e a residências obrigaram os moradores do bairro Nova Poá, em Poá, a tomarem medidas para garantir a segurança da vizinhança e tentar diminuir os casos. Eles criaram um grupo no aplicativo WhatsApp para monitorar a vizinhança.

A ideia surgiu depois que os casos de roubo começaram a ser comuns na Rua Antonio Bicudo e proximidades. Um dos casos aconteceu na semana passada, quando bandidos invadiram uma casa e levaram aparelhos eletrônicos por volta das 5 horas. O grupo foi batizado com o nome 'Amigos da Bicudo' e tem 39 pessoas.

"A solução mais rápida que encontramos foi criar o grupo para monitorar a rua", contou o professor Paulo César Kulpin.

O monitoramento é feito por meio de conversas entre os vizinhos que sempre que saem de casa ou estão para chegar, enviam uma mensagem. A partir daí, os moradores acendem luzes e saem até para os quintais como sinal de movimentação.

O maior problema na rua é falta de policiamento, segundo os moradores. Isso porque as rondas são feitas até as 20 horas pela rua e mediações. "Temos adolescentes que voltam da escola por volta das 23 horas. Nessa hora não tem (policiais)", contou uma moradora que preferiu não se identificar.

"De seis meses para cá, seis carros já foram roubados. Quando a gente liga para a Polícia Militar (PM) ninguém vem", contou indignado o analista de sistema William Souza

De acordo com relatos, os assaltos foram praticados por bandidos que chegaram em motos. Eles também contaram que outro usado veículo é um Gol, na cor prata. As características do condutor ainda não foram identificadas devido ao fato de o carro ter insulfilm e não ter emplacamento. Ontem, uma moradora chegava do trabalho e notou que este mesmo carro estava parado em outra rua e, ao perceber que ela entraria na rua, que é sem saída, manobrou e começou a segui-la. Os moradores também afirmam que outro veículo suspeito, um Monza, tem circulado pelo bairro.

"Meu maior pesadelo é ser abordado com as crianças no carro", afirmou o técnico de enfermagem Sidney da Silva Arcene.

As ações acontecem no período da madrugada, entre 4 e 5 horas, horário em que começa a movimentação de moradores para o trabalho.

Desacreditada, a vizinhança se uniu e decidiu implantar um circuito de câmeras de monitoramento nas residências. Cada um deve pagar o valor de R$ 130 pelos equipamentos que já foram cotados. Além disso, alguns deles já pensam em ir além e instalar refletores com sensor de presença, o que deve custar mais R$ 60 em média.

Resposta

A Secretaria da Segurança informou, em nota, “que o bairro de Nova Poá conta com diversas modalidades de policiamento, como radiopatrulha, Força Tática e Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicleta (Rocam), assim como todo o município de Poá. O 32º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano (BPM/M) - que atende a cidade - recebeu, nos últimos anos, 30 soldados para reforçar a segurança da região.”

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