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Documentário 'Serráqueos', primeiro produzido com recursos da Lei de Incentivo à Cultura de Mogi das Cruzes, entra em fase de pós-produção

Filme mostra futuro da Serra do Itapeti e sua importância para os moradores e defensores do patrimônio ambiental, arqueológico e cultural

Por de Mogi09 OUT 2020 - 16h45
Documentário 'Serráquios', primeiro documentário produzido com recursos da Lei de Incentivo à Cultura de Mogi das Cruzes, entra em fase de pós-produçãoFoto: Divulgação

Contar histórias de pessoas que vivem e pertencem à Serra do Itapeti e sua relação com os 5,2 mil hectares de fauna, flora e mananciais exuberantes é o tema do documentário Serráqueos, que entra em estágio de pós-produção.

Durante esta etapa são realizadas a correção de cor, composição de trilha, mixagem e edição de som. Processos que consistem na fase de conclusão do projeto audiovisual.

O longa-metragem, primeiro produzido com recursos da Lei de Incentivo à Cultura de Mogi das Cruzes (LIC), mostra o futuro do patrimônio ambiental, arqueológico e cultural e seu impacto na vida de seus moradores, que utilizam seus recursos de forma sustentável, preservando as espécies endêmicas ameaçadas de extinção, como o sagui-da-serra-escuro (Callithrix aurita) e o bicudinho-do-brejo (Formicivora paludicola).

Serráqueos também narra a história de moradores que encontraram na Serra do Itapeti um refúgio para se reconectar à natureza, de gerações de famílias que lutam para preservar suas características e, também, de personagens emblemáticas como Dona Albertina e Paulinho do Alambique, falecidos durante a produção do documentário.

Considerada uma das mais antigas rezadeiras da região, dona Albertina Maria Ferreira se tornou uma referência de fé, respeito e devoção ao Divino Espírito Santo e à Serra do Itapeti.

Paulo Martins de Faria, o Paulinho do Alambique, era outro obstinado defensor das riquezas da mata nativa e dos animais que por lá vivem. Ele também demonstrava a mesma persistência e dedicação para lutar pelo crescimento sustentável e por melhorias à comunidade.

Serráqueos

O longa-metragem, dirigido pelo cineasta mogiano Rodrigo Campos começou a ser filmado em agosto de 2019. A ideia da produção, no entanto, surgiu em 2015. “Li uma reportagem que falava sobre os moradores da Serra e o quanto eles se demonstravam apaixonados pelo lugar onde vivem. Comecei então a pesquisar mais sobre esse patrimônio natural da cidade e descobri coisas fascinantes como a variedade de espécies abrigadas, a zona de amortecimento e outros aspectos. Em 2018, a Serra tornou-se uma Área de Proteção Ambiental (APA), mas mesmo com toda legislação, a região ainda sofre com problemas com relação a sua preservação. A ideia é mostrar esses olhares – dos moradores e das pessoas que acabam usufruindo da natureza de alguma forma e contar um pouco da história dessas pessoas, do ponto de vista delas em relação à Serra”, explicou. O termo “Serráqueos” foi cunhado pelo fotógrafo Jorge Beraldo, que registrou as imagens da reportagem à época. 

Contrapartida

Serráqueos é a primeira produção cinematográfica a ser financiada com recursos da Lei de Incentivo à Cultura de Mogi das Cruzes (LIC). A produção recebeu patrocínio da JSL, CS Brasil, Colégio Santa Mônica, Província Carmelitana de Santo Elias, Veran Supermercados, Colégio Gutenberg, Quasar Transporte e Logística e apoio de BTA Comunicação e Thor Drones. O filme deve ser exibido em sessões abertas ao público em Mogi e região, além de escola e eventualmente festivais de cinema. O projeto também prevê a realização de oficina cultural de Produção para Documentário em escola ou centro cultural de Mogi das Cruzes.

O curta tem direção e roteiro de Rodrigo Campos, assistência de direção de Jamile Santana, produção de Renata Abreu, direção de fotografia de Lethicia Galo, assistência de fotografia de Geraldo Arcanjo, Alex Salti e Adriano Lourijola, filmagem aérea com drone de Thiago Secomandi e Orlando Junior, imagens adicionais de Marcelo Cardoso, som e mixagem de Alandson Silva, trilha sonora supervisionada pelo maestro Allan Caetano, montagem de Denilson Nakajima, colorização / finalização de Leonardo Scavone, logagem de Rogerio de Freitas, efeito visual Felipe Paixão e Diana Santos.

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