O Alto Tietê registrou 65.477 raios entre janeiro e março de 2026, cerca de metade de todas as descargas elétricas contabilizadas em 2025, que somou 129.128, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
O volume elevado no primeiro trimestre está associado às características do verão, marcado por altas temperaturas, umidade e a formação de tempestades, condições ideais para a ocorrência de descargas elétricas.
Em 2025, o número já havia apresentado crescimento em relação a 2024, quando foram registrados 104.299 raios, aumento de 23,80%.
De acordo com o Inpe, os dados incluem raios que atingem o solo e aqueles que ocorrem dentro das nuvens.
Intensos e frequentes, raios são descargas elétricas extremamente poderosas que ocorrem quando há grande acúmulo de cargas dentro de uma nuvem de tempestade. Eles são como uma espécie de faísca gigante na atmosfera, transferindo, em frações de segundo, uma quantidade enorme de eletricidade acumulada nas nuvens.
De acordo com Naccarato, um raio pode causar parada cardiorespiratória em pessoas expostas, incêndios em áreas de vegetação, danos a linhas de transmissão e distribuição, equipamentos, além de interromper serviços como fornecimento de energia e tráfego aéreo.
Os mais vulneráveis aos raios estão concentrados em áreas rurais e abertas, onde o cuidado deve ser redobrado. “As regiões afastadas, fora das áreas urbanas, são mais perigosas porque quase nenhuma construção tem proteção contra raios. Na cidade, existem os prédios com os para-raios e as linhas de distribuição de energia com protetores de surto”, diferencia o pesquisador. Porém, "uma pessoa que estiver numa praça cheia de árvores, por exemplo, ou em um ponto de ônibus ou em uma piscina descoberta, que são lugares mais abertos, mesmo que ela esteja na cidade, corre um risco maior de ser atingida”.



Inpe aponta aumento de 23,8% nas descargas elétricas - (Foto: Arquivo/DS)




