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Jornal Diário de Suzano - 06/12/2019
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Servidor público é preso suspeito de desviar mais de R$ 1 milhão da Prefeitura de Mogi

Justiça expediu mandado de prisão preventiva com o servidor; Garra de Mogi cumpriu determinação nesta sexta-feira, 18

Por Fernando Barreto - de Mogi18 OUT 2019 - 12h37
Servidor público é preso por desviar recursos da Prefeitura de MogiFoto: Arquivo/DS
O chefe da divisão da folha de pagamento da Prefeitura de Mogi das Cruzes, José Luiz Jurioli Filho, foi preso nesta sexta-feira, 18, por suspeita de desvio de recursos públicos. Os prejuízos causados pelo servidor, entre 2017 e 2019, são de R$ 1.044.262,63 milhão. 
 
Os suspostos crimes praticados pelo servidor comissionado foram descobertos depois de incosistências no fechamento da folha de pagamento. A descoberta do desvio de verbas foi constatado pela própria administração municipal. Após a descoberta, o prefeito de Mogi, Marcus Melo, foi ao Ministério Público (MP) formalizar a denúncia. O Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra) cumpriu a ordem de prisão nesta sexta-feira (18) pela manhã.
 
O prefeito publicou um vídeo em sua rede social para comunicar a população sobre o ocorrido. "Eu estou aqui para fazer uma denúncia grave. Descobrimos na terça-feira (15), que um funcionário da Prefeitura desviou dinheiro público. No mesmo dia levei a denúncia ao Ministério Público e afastamos o servidor. Comigo é tolerância zero. Eu não admito desrespeito com dinheiro público", falou em vídeo o prefeito.
 
O salário do servidor era de R$ 7.621,15.
 
Em entrevista coletiva à imprensa na Prefeitura de Mogi, a procuradora-geral da cidade, Dalciani Felizardo, e o secretário de Gestão Pública, Marcos Roberto Regueiro, explicaram a situação à imprensa.
 
Na entrevista, a procuradora e o secretário pontuaram que o servidor comissionado tinha amplo conhecimento em programação, pois exercia um cargo de confiança. Foi justamente esse conhecimento que permitiu esconder os desvios, inclusive do Tribunal de Contas do Estado (TCE). 
 
"José alterava as folhas de pagamento antes de enviar ao banco e alterava novamente na volta dos documentos para a Prefeitura, afim de esconder o crime", explicou Dalciani.
 
Com a intenção de investigar outros suspeitos de terem auxiliado José Luiz, o prefeito solicitou a abertura de uma sindicância para investigar o caso. "Não sabemos há quanto tempo o crime era cometido e se há outras pessoas envolvidas. Pode ser que até pessoas de fora estejam envolvidas", concluiu a procuradora.
 
O DS ainda busca contato com a defesa do acusado.
 

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