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Jornal Diário de Suzano - 19/11/2017
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Sindicatos criticam projeto de terceirização

19 ABR 2015 - 08h01

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Papel, Papelão e Cortiça de Mogi das Cruzes, Suzano, Poá e Ferraz de Vasconcelos vai intensificar as ações para impedir a aprovação do projeto de lei 4.330/2004, que regulariza a terceirização do mercado de trabalho. Na região, outras representatividades de setores do trabalho também se manifestaram contra o documento.

Há um consenso entre as centrais da região de que o trabalhador que já é penalizado será ainda mais prejudicado com a legalização desta proposta. Em diversos setores, o risco de se precarizar os serviços é alto, segundo as centrais. Em todo o País, movimentos sindicais estão se mobilizando para que seja derrubada a proposta que tramita na Câmara dos Deputados.

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Papel, Papelão e Cortiça, realizou um protesto em frente a Suzano Papel e Celulose, na tarde da última quarta-feira. O protesto durou cerca de duas horas. "A proposta só favorece o empresário. Se aprovada voltaremos ao período de escravidão", explicou o secretário de Imprensa e Comunicação da entidade, Geraldo Rodrigues.

Ele prometeu que as ações devem ser intensificadas no decorrer dos próximos dias e que o sindicato está em busca de apoio das demais centrais sindicais e de partidos políticos para fortalecer a pauta. Nas ruas, panfletos estão sendo distribuídos com o manifesto.

O Sindicato dos Metalúrgicos também é contrário a aprovação, mas diz que acredita que as emendas podem diminuir o impacto para os trabalhadores terceirizados. "Somos contra. Contamos com as emendas apresentadas pelo deputado Paulo Pereira da Silva, do Solidariedade, o Paulinho da Força que sugere que esses trabalhadores sejam incluídos na convenção de leis trabalhistas dos funcionários das empresas contratantes", frisou o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Suzano, Pedro Benites.

Para o setor da construção civil, a aprovação do projeto vai implicar na responsabilidade das contratantes, além de, precarizar os serviços. "Hoje a construtora contrata as empreiteiras e o engenheiro é quem fica responsável pela obra. Se a empreiteira sumir, quem vai assumir isso?", destacou o diretor de Mobilização do Sindicato da Construção Civil, Anderson da Silva de Almeida.

O sindicato aguarda orientações da Central Única de Trabalhadores (CUT) para promover ações contra a proposta. A apreciação do projeto que prevê a regulação dos trabalhos terceirizados no mercado de trabalho do País foi adiada pelo presidente da Câmara.

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