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Desmatamento

Fiscais flagram desmatamento em área de 30 km² em Palmeiras

Local é uma área de proteção ambiental; três foram levados para a delegacia. Flagrante foi feito ontem

Por Daniel Marques - de Suzano25 SET 2020 - 22h02
Fiscais da Secretaria de Meio Ambiente de Suzano e a GCM flagraram um desmatamento em uma área de proteção ambiental com cerca de 30 quilômetros quadradosFoto: Regiane Bento/Divulgação
Fiscais da Secretaria de Meio Ambiente de Suzano flagraram um desmatamento em uma área de proteção ambiental com cerca de 30 quilômetros quadrados na manhã de ontem, na Avenida Avelino Mariano Pena, 1.551, no Jardim Restinga, região de Palmeiras, em Suzano. 
 
A Guarda Civil Municipal (GCM) e a Polícia Civil foram chamadas ao local. Cinco pessoas foram encontradas no terreno. Delas, três foram levadas para a delegacia e duas foram liberadas. Outras duas pessoas fugiram para o mato ao verem a viatura da GCM.
 
Denúncia
 
A suspeita é de que um homem desmatava o terreno para dividi-lo em lotes e vender. Ele ainda não foi localizado pela polícia.
 
O crime foi descoberto por meio de uma denúncia feita por uma pessoa que teria comprado um dos lotes no local. O comprador acionou a Secretaria ao saber que o terreno estava sendo devastado. A pasta foi ao local e encontrou os portões fechados. Um drone foi usado, constatando o crime.
 
Estragos
 
O DS foi ao local e comprovou os enormes estragos que foram feitos na área. Dezenas de saguis foram vistos pulando entre os galhos que restaram no terreno. Centenas de árvores foram cortadas arrancadas, sobrando apenas parte dos troncos.
 
Apreensões
 
Uma retroescavadeira, ferramentas que auxiliavam no processo de desmatamento e um caminhão foram apreendidos.
 
O dono da retroescavadeira foi localizado pela GCM, mas o indivíduo não quis falar com a reportagem.
O caso foi registrado no 1° Distrito Policial, em Palmeiras.
 
Danos em área protegida são de difícil recuperação
 
Os danos causados pelo desmatamento, descoberto na manhã de ontem em uma área de proteção de manancial de cerca de 30 quilômetros quadrados no Jardim Restinga, em Palmeiras, são significativos. No local, muitas árvores foram cortadas e animais perderam parte do seu espaço.
 
Bruno Valentim foi um dos fiscais da Secretaria de Meio Ambiente de Suzano que flagraram o desmatamento ocorrido no local. Para ele, será difícil recuperar a área e reparar os danos provocados por quem cometeu o crime.
 
"Houve uma grande supressão de mata. É uma vegetação em estágio avançado. É área da Mata Atlântica, provavelmente uma mata nativa. Os impactos são grandes para a fauna e a flora. Realmente, trata-se de danos difíceis de serem reparados", lamentou o fiscal. 
 
Edson Nilson, outro fiscal da pasta, afirmou que o solo fica exposto com o desmatamento. Ele também destacou as dificuldades que os animais daquela área enfrentarão com o problema.
 
"Ele (o responsável pelo desmatamento) está interferindo na proteção ambiental, cortando árvores e prejudicando os animais. Com o solo exposto, começa a ocorrer o carreamento do solo para o córrego que tem ali embaixo. Isso está afetando demais a fauna e a flora nesta área de proteção ambiental. Os saguis ficam procurando as casinhas deles", lamentou o fiscal, observando os movimentos dos animais.

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