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Jornal Diário de Suzano - 13/12/2019
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Cidades

MRS registra cinco acidentes em trilhos de Suzano nesse ano

Foram quatro atropelamentos e uma batida entre um carro e um trem

Por Fernando Barreto - de Suzano16 NOV 2019 - 23h56
MRS registra cinco acidentes em trilhos de Suzano nesse anoFoto: Sabrina Silva/DS
Dados da MRS Logística apontam que Suzano registrou, em 2019, cinco acidentes em trilhos de trens da empresa. 
 
Foram quatro atropelamentos e um abalroamento (choque entre um veículo e o trem). Os acidentes ocorreram em janeiro, maio, junho, julho e agosto - um em cada mês.
 
Segundo informações, havia a possibilidade de a empresa realizar processo de licitação para a construção de uma passarela para pedestres. Contudo, a informação foi desmentida pela própria MRS. Segundo a nota enviada, a empresa acredita que em determinadas situações, obras como passarelas não resolveriam os problemas.
 
"A análise dos acidentes em Suzano indica que os atropelamentos ocorreram em trechos corridos, isto é, em áreas da linha férrea que não deveriam ser acessadas pelas pessoas. Muitas vezes se menciona a construção de passarelas como uma solução para essas questões, mas não é o caso. O correto é conscientizar a população a utilizar as passagens em nível, respeitando a sinalização", explicou em nota.
 
A assessoria reforça que o trem pesa aproximadamente três toneladas, e quando está com carga, pode chegar a 15 toneladas. Isso faz com que a distância necessária para a parada total do trem seja de, aproximadamente, um quilômetro.
 
População
 
Segundo o padeiro Márcio Rodrigues, que mora há 10 anos no Parque Cerejeira e atravessa diariamente a linha férrea do trevo do Caulim, afirma que não vê necessidade em construir uma passarela, pois as pessoas que precisam passar devem "se atentar a presença do trem".
 
"A sinalização está muito bom, e quando uma pessoa vai passar, ela precisa apenas prestar a atenção. Quando o trem está passando os sinos tocam e o maquinista buzina. Por isso penso que não seja necessário construir uma passarela nesse trecho, e sem existir uma, nunca vi um acidente aqui", explicou.
 
MRS reitera que a primeira medida para evitar acidente deve ser uma postura de prevenção adotada por todos 
 
O DS passou nas três regiões de Palmeiras onde os trilhos da MRS atravessam. Em todos os locais as sinalizações de solo e sonora existiam, mas apenas na passagem da região central de Palmeiras e na passagem do Ipelândia havia a cancela. No trevo da Rua Avelino Mariano Pena, no Caulim, a cancela não existe.
 
A MRS reitera que a primeira medida para evitar acidente deve ser uma postura de prevenção, adotada por todos. A nota enviada conta que a empresa realiza manutenção nas passagens de níveis e promove ações educativas em escolas, como forma de conscientização.
 
"Cada ator social tem um papel no fortalecimento da cultura de prevenção, seja o cidadão morador próximo às vias férreas, seja a concessionária. Além de ações como a manutenção das passagens em nível, blitzes frequentes para orientar a população e ações educativas em espaços comunitários e escolas (palestras sobre prevenção de acidentes na linha férrea), a MRS produz conteúdo educativo sobre prevenção de acidentes", explicou.
 
A população também fez comentários sobre esse assunto. Para o pedreiro Marcos Gomes e o aposentado José do Carmo, a construção da passarela também não é necessária. Para eles, a região do Caulim é muito tranqüila, mas ao mesmo tempo não descartam a possibilidade, afirmando que "em outros trechos mais movimentados seja necessário". "Não vejo muitos acidentes aqui, o que vi foram pessoas que abusaram e não respeitaram as regras de segurança", explicou o pedreiro.

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