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Jornal Diário de Suzano - 26/02/2020
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Obras na Raul Brasil avançam com previsão de entrega para março

DS foi ao local e constatou que dois prédios estão sendo construídos dentro do terreno da escola

Por Daniel Marques - de Suzano26 JAN 2020 - 10h00
Obras iniciaram em 28 de outubro. Nela, estão sendo investidos, aproximadamente, R$ 2,7 milhões, que serão pagos em parceria com a iniciativa privadaFoto: Regiane Bento/Divulgação
O Governo do Estado está acelerando as obras na Escola Estadual Professor Raul Brasil para entregá-la dentro do prazo, previsto para março deste ano. A obra vai trazer novas salas, pátios, área de paisagismo e laboratório de inovação para a unidade escolar.
 
As obras iniciaram em 28 de outubro. Nela, estão sendo investidos, aproximadamente, R$ 2,7 milhões, que serão pagos em parceria com a iniciativa privada.
 
Serão construídas novas salas de aula, um novo Centro de Ensino de Línguas (CEL), banheiros e cantinas, além da reforma das salas de leitura e informática. No prédio principal, será criado o Espaço de Inovação, um laboratório maker equipado com 24 notebooks, smart TV e impressora 3D. A entrada dos alunos também vai ser realocada.
 
A Secretaria Estadual de Educação não divulgou o estágio em que se encontra a obra. O DS foi ao local e constatou que as obras acontecem, em sua maioria, na parte dos fundos da escola. Parte do alambrado que fica no topo dos muros da Rua José Garcia de Souza ainda está torto - resultado da fuga de alguns jovens que pularam o muro no dia do massacre.
 
Neste trecho, a reportagem viu que estão sendo construídos, pelo menos, dois novos prédios dentro do terreno da escola, no ponto que fica próximo a uma quadra. Os prédios não estão rebocados e foi possível ver muita terra e muitos homens trabalhando.
 
Reforma não apaga imagens de massacre, dizem moradores
 
Apesar da realização de obras na escola, os moradores do entorno dizem que nada vai apagar as lembranças do dia do massacre. 

As imagens fortes de jovens pulando muros e buscando abrigo nas residências, e de jornalistas de vários veículos de comunicação apurando detalhes da tragédia, não serão esquecidas por ninguém que mora próximo à escola.

"Podem fazer o que quiserem. Até derrubar a escola e construir outra. Não vai mudar. A gente escuta algum barulhinho e já se lembra de tudo. Quem presenciou, nunca vai esquecer", relata a dona de casa Marilene Gonçalves, 53.

A aposentada Ivone Santos, 67, mora há 45 anos ao lado da escola. Ela se diz a favor da obra e frisa que era necessária. "Depois do que aconteceu (massacre), tinha que dar uma repaginada para tirar aquela imagem. A obra não me incomoda, só um pouco o barulho das estacas batendo e o trator, mas isso é normal em toda a obra".

Ela ainda diz que está acompanhando as intervenções. "Tiro foto toda a semana, para comparar umas com as outras. Sei que construção é assim mesmo, tem que ficar feio para ficar bonito", afirma.

"Já era para ter feito (a reforma), dar uma cara nova para ver se anima mais a meninada. Se já tivesse segurança, com uma guarita, não teria acontecido isso", pede a dona de casa Dina Taboada.
 

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