A Secretaria de Saúde de Suzano, por meio da Vigilância Sanitária, promoveu na última quinta-feira (27/08) uma reunião com representantes de serviços públicos e privados do município para discutir a construção dos fluxos de implantação e atendimento da “Sala Lilás” nas unidades de pronto atendimento da cidade. A iniciativa ocorre em alusão ao “Agosto Lilás”, mês de conscientização pelo fim da violência contra a mulher, e busca fortalecer a atuação da rede de saúde no acolhimento, na proteção e na assistência às vítimas.
O encontro, realizado no Centro Unificado de Serviços (Centrus), na região central, contou com uma palestra da responsável pelo Departamento da Mulher, Maria Margarida Mesquita, e a participação de representantes de unidades privadas de saúde da cidade, como Hospital Saint Nicolas, Hospital Santa Maria, Pronto Atendimento AMO Saúde, além das públicas, como o Hospital e Maternidade de Suzano (HMS), a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) 24 Horas André de Abreu e o Pronto-Atendimento de Palmeiras.
A proposta é promover o alinhamento entre os diferentes serviços para estabelecer procedimentos e fluxos que garantam atendimento humanizado, reservado e adequado às mulheres que chegam às unidades de saúde em situação de violência.
A construção dos protocolos considera as diretrizes previstas na nota técnica nº 264/2024 e nas legislações relacionadas ao atendimento e à proteção das vítimas, entre elas a lei federal nº 12.845/2013, que estabelece a obrigatoriedade de atendimento integral e emergencial às pessoas em situação de violência sexual, e as leis federais nº 14.847/2024, nº 13.531/2017 e nº 11.340/2006 (Lei Maria da Penha). A intenção é transformar as unidades de saúde em pontos cada vez mais preparados para identificar situações de violência, acolher as vítimas e realizar os encaminhamentos necessários dentro da rede de proteção.
Segundo a diretora de Vigilância Sanitária de Suzano, Carmen Lucia Lorente, a organização dos fluxos é fundamental para evitar que a mulher seja submetida a procedimentos inadequados ou precise relatar repetidamente a situação vivenciada. “A implantação da ‘Sala Lilás’ representa um avanço importante na qualificação do atendimento às mulheres vítimas de violência. Precisamos garantir um espaço seguro, acolhedor e humanizado, com profissionais preparados para realizar o atendimento e os encaminhamentos necessários de forma integrada com toda a rede de proteção”, afirmou.
O secretário de Saúde de Suzano, William Harada, destacou que a iniciativa mostra que a cidade está comprometida com a integração entre os serviços e o aprimoramento da assistência prestada às vítimas. “A Saúde tem um papel estratégico no enfrentamento à violência contra a mulher, muitas vezes sendo a primeira porta de entrada dessa vítima para a rede de proteção. Por isso, é fundamental que nossos serviços estejam preparados para acolher, orientar e encaminhar cada caso com responsabilidade, respeito e cuidado”, declarou.



Vigilância Sanitária reuniu representantes de serviços públicos e privados para discutir implantação de 'Salas Lilás' e qualificação do atendimento - (Foto: Anderson França/Secop Suzano)




