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Jornal Diário de Suzano - 07/12/2019
COLÉGIO PLENITUDE
Evatânia Psicopedagoga

Suzano estuda ampliar atendimento especializado para alunos com autismo

Método Denver é presente em duas unidades municipais; assunto foi tratado em visita da especialista do Instituto Farol, Ruthie Bonan Gomes

Por de Suzano13 NOV 2019 - 08h44
Reunião debateu sobre tema na cidadeFoto: Irineu Junior/Secop Suzano
A Secretaria de Educação de Suzano estuda ampliar o atendimento especializado para os alunos das creches municipais com Transtorno do Espectro Autista (TEA), por meio de uma formação voltada aos educadores sobre o Método Denver de Intervenção Precoce (ESDM). Trata-se de uma ferramenta utilizada para tratamento de crianças de até 5 anos de idade.
 
Este foi um dos assuntos tratados durante visita da supervisora do Instituto Farol, Ruthie Bonan Gomes, psicóloga e especialista em TEA, nos dias 8 e 9 de novembro (sexta e sábado). Receberam a especialista de Florianópolis (SC) o secretário de Educação, Leandro Bassini, integrantes do Atendimento Educacional Especializado (AEE) e a psicóloga Caroline Alves Viana, de uma clínica parceira da Prefeitura de Suzano.
 
Atualmente, há 170 alunos com autismo presentes na rede municipal de ensino. O Método Denver já começou a ser aplicado no primeiro semestre deste ano em duas unidades de educação infantil – a creche conveniada Nudi Lar das Flores e a Escola Municipal Antônio Teixeira – depois que duas profissionais da rede, a fonoaudióloga Maria de Fatima Dall’Aqua e a professora de AEE Adriana Toledo, passaram por uma capacitação presencial no Instituto Farol, em maio.
 
Por isso, na oportunidade, Ruthie também visitou os locais e realizou atendimento domiciliar de alguns alunos, a fim de garantir a fidelidade da aplicação da ferramenta. “Ela veio observar essas crianças e alguns outros casos que já vínhamos discutindo. Estamos muito felizes com essa atenção voltada desde cedo e a ideia é ampliar este modelo de atendimento de grande importância para os nossos alunos e suas famílias”, disse Bassini.
 
Método Denver
 
De acordo com a especialista, trata-se de uma abordagem de intervenção com comprovação científica, o que significa que apresenta resultados comprovados de melhora dos sintomas, quando bem aplicado. Esse modelo tem como objetivo estimular, por meio de brincadeiras, a motivação das crianças e seguir a liderança delas, na maior parte das vezes. É indicado para até 5 anos de idade.
 
Os primeiros sinais comportamentais do autismo podem ser observáveis quando a criança ainda é bebê, logo, quanto mais cedo a intervenção se iniciar, menores serão as dificuldades decorrentes do autismo. As pesquisas apontam que a estimulação precoce é melhor por causa da capacidade do cérebro de criar estruturas e ramificações neuronais.
 
O programa de intervenção deve começar com avaliação inicial, que é feita por meio de um “Check List” para estipular as áreas que podem estar em atraso e traçar as metas para toda equipe envolvida no trabalho, pais e escola, nas atividades diárias do autista. A orientação da família é importante, não somente para a conscientização dos sintomas do espectro autista, mas também sobre como estimular no dia a dia as competências da criança.
 
Os programas terapêuticos do Modelo Denver incluem a intervenção no contexto escolar com treinamento de professores e uso de acompanhante terapêutico treinado e que seja supervisionado pelo terapeuta responsável pelo caso, com o objetivo de promover o desenvolvimento infantil em todos os seus domínios, em particular na comunicação expressiva e receptiva em grupo e gerenciamento dos comportamentos inadequados.
 
“É importante que os pais e profissionais tenham metas e objetivos concretos, que devem ser construídos junto com a equipe que cuida da criança. É necessário traçar planos para o tratamento do autismo, de onde se pretende chegar, para que todos caminhem na mesma direção. Mesmo quando o cérebro tem alterações importantes é possível a estimulação de novos caminhos. A formação de novas redes neuronais poderá acontecer de forma mais lenta, mas há capacidade de evolução, desde que se tenha assistência especializada adequada”, ressaltou Ruthie.

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