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Jornal Diário de Suzano - 16/08/2022
SESC AGOSTO 2022

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01 JUL 2022 - 05h00

Dados apresentados no Mapa da Nova Pobreza, divulgados pela Fundação Getúlio Vargas Social (FGV Social), mostram que, em 2021, cerca de 29,6% da população brasileira tinha renda domiciliar per capita de até R$ 497 mensais - pouco menos de R$ 500.
O percentual corresponde a 62,9 milhões de pessoas, o maior valor desde o começo da série histórica, iniciada em 2012. O número representa aumento de 9,6 milhões em relação a 2019. 
As informações são da Agência Brasil. O cenário foi impactado por crise em cima de crise, uma delas causada pela pandemia, que veio de fora do País, o que ocorreu também no período do choque do petróleo em 1982. Na pandemia, o nível da ocupação no mercado de trabalho sofreu grande impacto e caiu muito representando um choque nunca visto antes nas séries. O professor comentou que o Benefício Emergencial para Preservação do Emprego e da Renda (BEm) amorteceu parte do impacto, mesmo assim, houve queda significativa da ocupação.
O desafio é grande em termos de melhorar a renda dos trabalhadores do País. Em um Brasil tão desigual, será preciso criar projetos e meios de garantir uma economia forte com novas oportunidades.
Segundo a FGV, a ocupação já voltou com boas notícias de desemprego em queda, emprego formal em alta.
O auxílio emergencial tem um papel importante durante a crise. O pagamento do benefício, que em nove meses foi equivalente a nove anos de Bolsa Família, segundo a FGV, fez com que a pobreza caísse ao nível mínimo. 
O estudo também analisou a sua composição geográfica da pobreza para identificar os seus estoques e fluxos no território brasileiro. 
Santa Catarina foi a unidade da federação com a menor taxa de pobreza em 2021 (10,16%). Já a maior proporção de pobres estava no Maranhão (57,90%). Entre os 146 estratos espaciais segmentados na pesquisa, o litoral e a Baixada Maranhense foram os de maior pobreza em 2021 (72,59%). Em movimento contrário, o menor foi o município de Florianópolis (5,7%).
Na avaliação por unidade da federação, entre 2019 e 2021, o maior avanço da pobreza se deu em Pernambuco (8,14 ponto percentual), seguido de Rondônia (6.31 ponto percentual) e do Espírito Santo (5,92 ponto percentual). Conforme o estudo, as únicas quedas de pobreza no período foram observadas em Tocantins (0,95 ponto percentual) e Piauí (0,03 ponto percentual).
O foco do estudo é avaliar o nível e a evolução espacial da pobreza durante os últimos anos no Brasil, usando os microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Anual, disponibilizados recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), segundo informações da Agência Brasil.
É importante que cada vez mais as oportunidades surjam para garantir a estabilidade.

 

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