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Jornal Diário de Suzano - 11/04/2021

Censo Escolar

30 JAN 2021 - 05h00
As aulas ficaram prejudicadas neste ano por conta da pandemia e muitos estudantes não conseguiram se conectar remotamente para acompanhar as aulas.
A Secretaria Estadual de Educação de São Paulo tenta retomar as atividades, de forma presencial, mas ainda existe muita resistência, principalmente por conta do risco de contaminação dos alunos.
A falta de aulas pode provocar evasão de estudantes das salas de aula.
Ontem, a Agência Brasil divulgou informação mostrando que o Censo Escolar 2020 divulgado indica a redução de 1,2% no total de matrículas no ensino básico. Ao todo, foram registradas 47,3 milhões de matrículas no nível básico, cerca de 579 mil matrículas a menos em comparação com 2019.
Os números deverão trazer uma certa preocupação às autoridades da educação por conta da perda de estudantes.
Os dados fazem parte da primeira etapa da pesquisa estatística, elaborados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Só para se ter uma ideia, a educação de jovens e adultos (EJA) registrou uma queda de matrículas ainda mais acentuada, de 8,3% em relação ao ano anterior. No período, foram 270 mil estudantes a menos nas salas de aula. A redução ocorreu tanto na EJA de nível fundamental (-9,7% com a redução de 187,4 mil matrículas) quanto na de nível médio (-6,2% com a redução de 83,5 mil matrículas). O levantamento indica que 1,5 milhão de estudantes de 14 a 17 anos não frequentam a escola.
Em 2020, a data de referência do Censo Escolar foi antecipada de maio para março em virtude da pandemia de Covid-19 e consequente interrupção das atividades presenciais na maior parte das escolas. Dessa forma, a pesquisa apresenta um retrato da situação das escolas em um contexto anterior à pandemia, não refletindo, portanto, seu impacto na educação.
O censo aponta que existem no Brasil 179.533 escolas de educação básica. A rede municipal tem o maior número de estudantes e detém 48,4% das matrículas na educação básica. A rede estadual, responsável por 32,1% das matrículas em 2020, é a segunda maior. A rede privada obtém 18,6% e a federal tem uma participação inferior a 1% do total de matrículas.
A queda no número de matrículas foi maior nos anos iniciais (4,2%) do que nos anos finais (2,6%) dessa etapa educacional. De acordo com o censo, a rede municipal é a principal responsável pela oferta dos anos iniciais do fundamental (68,1% das matrículas) e, nos anos finais, apesar do equilíbrio entre as redes municipais (43,0%) e estaduais (41,4%), há variações em relação a esse aspecto, a depender da unidade da Federação.
É importante que as medidas sejam adotadas em um momento tão difícil de pandemia.

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