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Jornal Diário de Suzano - 06/07/2020

Critérios da quarentena

28 MAI 2020 - 23h59
Os critérios utilizados pelo governo do Estado para manter o Alto Tietê em quarentena até o dia 15 de junho deixou insatisfeitos os prefeitos das cidades da região.
O DS trouxe reportagem, de manchete, na edição de ontem e mostrou que existe uma tentativa de que a flexibilização possa se iniciar nas cidades do Alto Tietê.
O fato é que muitas mortes continuam acontecendo com aumento no número de casos. Existe uma grande preocupação com a situação na região. Não há dúvida de que os prejuízos econômicos são muitos em todo o mundo. A arrecadação das prefeituras vai cair sensivelmente e o impacto disto nos investimentos será enorme.
Pelos critérios adotados pelo governador João Doria, o Alto Tietê vai demorar mais para retomar as atividades econômicas, em relação a outras cidades do Estado. A região é considerada como de ‘atenção máxima’ de contaminação do novo coronavírus. Os dez municípios estão inclusos na região da Grande São Paulo e devem permanecer em quarentena até 15 de junho. 
Há um outro fator a ser considerado: o índice ou percentual de isolamento nas cidades da região não chega, ao menos, em 50%, conforme mostrou reportagem do DS.
Então, a possibilidade de retomar as atividades econômicas no Alto Tietê dependerá de uma série de dados. São eles: taxa de ocupação de leitos de UTI, número de UTIs exclusivas para o tratamento da Covid-19, além do número de casos, internações e óbitos. 
Dados divulgados pelo Estado mostram que a região está justamente neste cenário de que as restrições serão mantidas. Hoje, o Alto Tietê soma mais de 300 mortes e 2,8 mil casos confirmados da doença, exceto Guarulhos, região onde há mais casos e mortes provocadas pelo novo coronavírus.
Só para se ter uma ideia, os prefeitos da região estão reivindicando cerca de 198 leitos de UTI, espalhados por Suzano, Ferraz de Vasconcelos e Mogi das Cruzes, além de respiradores. Essas unidades e equipamentos vão permitir que a obtenção de outra classificação. 
A fase em que o Alto Tietê se encontra impede o funcionamento de shopping centers, lojas de roupa, imobiliárias, concessionárias, escritórios, salões de beleza, academias, teatros e cinema, além da realização de eventos em que ocorra a aglomeração de pessoas. 
O Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat) busca discutir a possibilidade de a região ser avaliada de forma individual. Ou seja, deve ser microrregiões, para avaliar se a cidade pode retomar as atividades ou não. A decisão deve ser divulgada ainda esta semana.
Portanto, é importante que se chegue em um entendimento, mas preservando vidas. Não se pode ignorar o aumento de casos e de óbitos no Alto Tietê.
A região se encontra na classificação de alerta máximo. É a fase de contaminação com liberação apenas de serviços essenciais.

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