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Jornal Diário de Suzano - 25/01/2022

Prevenção de transtornos

01 DEZ 2021 - 05h00

Manter a saúde mental dos estudantes é fundamental. Nos tempos de isolamento social por conta da pandemia a situação ficou mais preocupante. 
O novo coronavírus trouxe diversas mudanças na vida, sendo que uma das principais foi o fechamento das escolas e universidades, obrigando estudantes a se adaptarem a uma nova realidade de aulas virtuais e estudos em casa.
Os estudantes precisaram lidar com dificuldades como conexão de internet, espaço de estudo, relacionamento familiar, entre outros problemas. Tudo isso influi diretamente nos estudos.
Ontem, o Governo do Estado mostrou que, pelo menos dez a cada 100 meninas que estavam fora da série escolar adequada para sua idade poderiam ter acompanhado a turma se transtornos mentais, principalmente os externalizantes (como déficit de atenção e hiperatividade), fossem prevenidos ou tratados. O impacto negativo dessas condições mentais também se reflete na repetência: cinco em cada 100 alunas não teriam reprovado. Para meninos, seriam prevenidos 5,3% dos casos de distorção idade-série e 4,8% das reprovações.
Esses resultados foram revelados em uma pesquisa inovadora, liderada por um grupo de cientistas brasileiros e britânicos e publicada na revista Epidemiology and Psychiatric Sciences. Os pesquisadores buscaram estimar o peso e o impacto de diferentes tipos de condições psiquiátricas nos resultados educacionais, usando como base dados de 2014.
Segundo o Estado, em linhas gerais, que os transtornos externalizantes tiveram efeitos negativos mais amplos e robustos sobre a educação quando comparados a psicopatias ligadas a angústias e medos. Ao analisar por gênero, foram particularmente prejudiciais para as mulheres, resultando em níveis mais baixos de alfabetização e perpetração de bullying.
Nesse caso, pelo menos 11 em cada cem registros de atos de violência física ou psicológica praticados por meninas em escolas poderiam ser evitados se transtornos externalizantes fossem prevenidos ou tratados. Já para o sexo masculino, as fobias e a depressão implicaram maiores índices de abandono escolar.
O trabalho, desenvolvido no pós-doutorado de Hoffmann, teve apoio da FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e do Newton Fund, por meio do Newton Fellowship obtido pelo professor e pela pesquisadora Sara Evans-Lacko, na Academy of Medical Sciences do Reino Unido, realizado na London School of Economics and Political Sciences entre 2019 e 2020.
Os dados foram obtidos no Estudo Brasileiro de Coorte de Alto Risco para Transtornos Psiquiátricos na Infância (BHRC), uma grande pesquisa de base comunitária que acompanha crianças e jovens desde 2010.
Fazendo a análise das informações referentes a 2014, os pesquisadores contextualizaram as descobertas em uma perspectiva populacional, mas já alertando que eram estimativas conservadoras. 

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