A febre amarela é uma doença infecciosa viral aguda transmitida por mosquitos infectados. A principal e mais eficaz forma de prevenção é a vacinação. A doença não é transmitida de pessoa para pessoa, mas pode ser grave e apresentar alta letalidade se não tratada.
Nesta semana, o Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo (CVE-SP) confirmou dois casos da doença no estado, totalizando nove casos da doença em 2026. Os novos registros ocorreram na região do Vale do Paraíba, na cidade de Lagoinha, envolvendo dois homens, de 64 e 54 anos, que evoluíram para óbito, ambos sem histórico de vacinação.
Os casos se somam aos sete já confirmados anteriormente no estado. Na região do Vale do Paraíba, foram registrados oito casos da doença, nas cidades de Cunha, Cruzeiro e Lagoinha, sendo quatro óbitos nesta última e um em Cunha. Já na região de Sorocaba, um homem de 43 anos, morador de Araçariguama, evoluiu para cura. Todos os pacientes confirmados até o momento não estavam vacinados contra a febre amarela.
Os municípios do Alto Tietê estão em estado de alerta em busca de manter o combate. Não há casos registrados na região.
Mas diante do cenário em outras regiões, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) reforçou o alerta para a importância da vacinação, considerada a principal medida de prevenção e controle da doença. A imunização é recomendada para toda a população paulista desde 2019 e está disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs).
A orientação é que pessoas que ainda não receberam a vacina procurem a unidade de saúde mais próxima para atualizar a situação vacinal, especialmente antes de viagens para áreas rurais, de mata ou regiões com circulação do vírus. Para garantir a proteção adequada, a vacina deve ser aplicada pelo menos 10 dias antes da exposição ao risco.
A SES-SP segue monitorando continuamente o cenário epidemiológico e mantém ativas as ações de vigilância e prevenção em todo o estado. A orientação é que casos suspeitos sejam comunicados imediatamente aos serviços de saúde, contribuindo para a resposta rápida e a redução do risco de transmissão.
A vacina contra a febre amarela é gratuita e segue recomendada na rotina para crianças aos 9 meses, com segunda dose aos 4 anos, e em dose única para pessoas a partir de 5 anos não vacinadas ou sem comprovante de vacinação.




