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Jornal Diário de Suzano - 18/09/2026
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Esportes

Servidora da Prefeitura de Suzano é destaque no voleibol sentado nacional

Medalhista de bronze nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, Suellen Dellangelica conciliou a modalidade com a formação acadêmica e a carreira no serviço público

18 setembro 2026 - 17h17Por de Suzano

A servidora da Prefeitura de Suzano Suellen Dellangelica construiu uma trajetória marcada pelo esporte, pela dedicação e por conquistas dentro e fora das quadras. Professora de Educação Física da rede municipal e atualmente supervisora da área, ela também é um dos grandes nomes do voleibol sentado brasileiro, com participações em três edições dos Jogos Paralímpicos, uma medalha de bronze conquistada no Rio de Janeiro, em 2016, e duas vezes melhor jogadora da modalidade no país, em 2024 e 2025.

A relação com o esporte começou ainda na infância. Mesmo com a deficiência física em uma das mãos, Suellen começou, aos 12 anos, a praticar o voleibol convencional e chegou a disputar competições regionais representando a cidade de Diadema. Quatro anos mais tarde, em 2006, iniciou sua trajetória no voleibol sentado, modalidade que mudaria os rumos de sua vida pessoal e profissional.

Segundo a atleta, sua criação familiar sempre tratou com naturalidade a sua condição, o que contribuiu para que enfrentasse as adaptações necessárias ao longo da vida. Suellen também destaca a importância do Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, celebrado na próxima segunda-feira (21/09).

Para a atleta e professora, o esporte teve papel fundamental para fortalecer sua confiança e ampliar sua convivência social. “Minha família sempre tratou tudo com muita tranquilidade (a deficiência), por isso não me lembro de ter enfrentado grandes dificuldades. Foram necessárias algumas adaptações, mas nunca escondi minha condição, nem tive vergonha. O esporte também me ajudou muito a deixar a timidez de lado, a me soltar e a me sentir incluída”, relatou.

A prática esportiva também abriu caminhos para a formação acadêmica. Por meio do voleibol, Suellen conquistou uma bolsa de estudos para cursar o ensino superior. Depois da graduação, foi aprovada em concurso público e passou a integrar o quadro de servidores da Prefeitura de Suzano como professora de Educação Física. Em 2026, assumiu a função de professora supervisora da área.

“O esporte mudou tudo na minha vida. Comecei muito cedo e não sei onde estaria hoje se não fosse por ele. Saí da escola, fui diretamente para a faculdade graças à bolsa que conquistei pelo esporte e, depois, passei no concurso da prefeitura. Meu caminho pessoal e profissional sempre esteve ligado ao voleibol”, explicou.

Nas quadras, a suzanense acumula uma extensa lista de conquistas. Suellen foi campeã brasileira 19 vezes pelo Sesi, integrou a seleção que conquistou o Campeonato Mundial de 2022 e, em 2026, alcançou o vice mundial. A atleta também recebeu reconhecimentos como melhor atacante e melhor jogadora das Américas.

A servidora ainda representou o Brasil em três edições dos Jogos Paralímpicos. Em Londres, em 2012, a seleção brasileira terminou na quinta colocação. Quatro anos depois, no Rio de Janeiro, Suellen fez parte da equipe que conquistou a primeira medalha paralímpica do Brasil no voleibol sentado feminino, com o bronze.

Ela não participou dos Jogos de Tóquio porque estava grávida. Seu filho nasceu em agosto, no mesmo período em que a competição era realizada. Suellen retornou ao maior evento do esporte paralímpico em Paris, em 2024, quando a seleção brasileira encerrou sua participação na quarta colocação.

Mais do que os resultados, a trajetória da atleta demonstra o potencial do esporte como instrumento de inclusão, formação e transformação social. Ao conciliar o alto rendimento com a atuação na rede municipal de ensino, Suellen também leva para o ambiente profissional os aprendizados adquiridos ao longo de duas décadas de dedicação ao voleibol.

“Tudo o que conquistei foi construído por meio do esporte. Ele me trouxe oportunidades, experiências e aprendizados que carrego para a minha vida e para o meu trabalho. É uma trajetória da qual tenho muito orgulho e que espero que possa incentivar outras pessoas a acreditarem em seu próprio potencial”, afirmou.

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