O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), exonerou um investigador da Polícia Civil, condenado por extorsão qualificada contra um comerciante de Suzano.
O DS teve acesso ao decreto com a publicação no Diário Oficial do Estado na segunda-feira (29) informando da decisão.
De acordo com os autos do processo, o crime ocorreu em 2024, quando o investigador e outro homem, um prestador de serviços que realizava reparos em viaturas da corporação, abordaram a vítima enquanto ela dirigia.
Os dois estavam em um veículo descaracterizado e, com arma em punho, ordenaram que o comerciante parasse e levantasse a camiseta. Durante a abordagem, o investigador abriu o porta-malas do carro da vítima e questionou sobre a carga. Ao ver que o comerciante transportava pães e papel higiênico, o investigador afirmou que aquilo era 'crime contra a saúde' e que o levaria à delegacia caso não houvesse um 'acerto'. Exigiu então o pagamento de R$ 10 mil para não efetuar a prisão.
A vítima foi obrigada a entrar na viatura descaracterizada, onde os dois suspeitos a constrangeram a pagar a quantia, dando prazo até as 14h daquele mesmo dia. O comerciante, que afirmava estar com a documentação em ordem, procurou a Corregedoria da Polícia Civil e foi orientado a gravar as ligações dos criminosos.
Por volta das 14h24, o investigador ligou para a vítima e combinou o local para o pagamento: um supermercado da cidade. Com o apoio de policiais da Corregedoria, o comerciante entregou o dinheiro e, no momento da transação, os dois suspeitos foram abordados e presos em flagrante.
O investigador foi condenado a 8 anos, 2 meses e 12 dias de reclusão em regime inicial fechado, além de multa. Já o comparsa, que não era policial, recebeu pena de 7 anos de reclusão em regime semiaberto, também com multa. A decisão pela perda do cargo foi assinada pelo governador e publicada no Diário Oficial.



Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), exonerou um investigador da Polícia Civil, condenado por extorsão qualificada contra um comerciante de Suzano - (Foto: Divulgação/Polícia Civil)




