Cinco cidades do Alto Tietê possuem baixa ou média capacidade de se adaptar a eventos extremos provocados por excesso de chuvas. Os dados são da plataforma AdaptaBrasil.
Desenvolvida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a plataforma atribui uma nota que vai de zero a 1 para classificar a adaptabilidade das cidades aos impactos do clima.
Na categoria de inundações, enxurradas e alagamentos, Ferraz de Vasconcelos (0,35), Santa Isabel (0,35) e Biritiba Mirim (0,21) têm baixa capacidade a se adaptar, enquanto Arujá (0,49) e Salesópolis (0,59) têm média adaptabilidade.
Por sua vez, Mogi das Cruzes (0,89), Itaquaquecetuba (0,82), Suzano (0,81), Guararema (0,75) e Poá (0,69) têm as maiores pontuações da região e alta capacidade de se adaptar às fortes chuvas.
Na categoria de deslizamento de terras o cenário é semelhante. Ferraz (0,35), Arujá (0,35), Santa Isabel (0,35) e Biritiba (0,21) têm baixa capacidade, Guararema (0,50) média, Suzano (0,70), Poá (0,60) e Salesópolis (0,60) alta; e Mogi (0,90) e Itaquá (0,83) muito alta adaptabilidade.
ÍNDICES
Os índices adaptativos insatisfatórios para inundações, enxurradas e alagamentos não significam que as cidades estão sujeitas a riscos elevados, mas que as localidades não estão preparadas para eventos climáticos extremos. O cenário é preocupante com a confirmação do El Niño, fenômeno climático que pode elevar o risco de chuvas, enchentes e ondas de calor, segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM).




Suzano, Mogi, Itaquá, Poá e Salesópolis tem alta capacidade de se adaptar a eventos extremos - (Foto: Regiane Bento/Arquivo DS)




