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Jornal Diário de Suzano - 04/07/2020

Doria descarta lockdown e promete reforçar região com novos respiradores

Quantidade de respiradores que será recebida pelo Alto Tietê será divulgada em reunião na tarde de hoje

Por Daniel Marques - de Suzano27 MAI 2020 - 05h00
Governador de São Paulo descartou ontem a possibilidade de um lockdown (bloqueio total) no EstadoFoto: Jackeline Lima/Divulgação
O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), descartou ontem a possibilidade de um lockdown (bloqueio total) no Estado. Ele participa hoje de reunião, ao meio-dia, no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual e deve confirmar a decisão. O governador também afirmou que o Alto Tietê vai receber respiradores de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) que chegaram da China. As informações foram passadas durante entrevista coletiva realizada na Escola Estadual Professor Raul Brasil, na tarde de ontem.
 
Doria disse que o Estado recebeu 133 respiradores nesta madrugada. Eles se juntaram a 300 que o Ministério da Saúde entregou. 
 
Outros 300 estão previstos para serem entregues na próxima semana, além de 50 que foram adquiridos pelo governo com a indústria nacional. Segundo o governador, alguns destes aparelhos serão destinados às cidades da região.
 
"Muito provavelmente, José Henrique Germann (secretário estadual de Saúde) deverá dar a boa notícia ao prefeito Rodrigo (Ashiuchi, de Suzano) e à região sobre a disponibilidade destes respiradores. Com maior precisão, amanhã (hoje) podemos ter a indicação de quantos serão", afirmou Doria, na tarde de ontem.
 
Sobre o lockdown, o governador disse que já tem um protocolo pronto, mas que não vai estabelecer por enquanto no Estado. 
 
"Não teremos o protocolo do lockdown sendo aplicado neste momento, seja na capital ou em qualquer outra cidade, até para tranquilizar as pessoas. O protocolo existe, mas não será aplicado neste momento, caso a população continue mantendo a boa disposição, como ocorreu neste final de semana prolongado. Amanhã (hoje) não vamos anunciar nenhum lockdown", garantiu o governador.
 
Ele ainda disse que a reunião de hoje terá uma "apresentação completa e dedicada" sobre o final da quarentena, previsto para 31 de maio, e sobre o que será decidido a partir de 1° de junho.
 
Cutucou o presidente
 
O governador também cutucou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), sobre uma das declarações dadas na reunião ministerial de 22 de abril. 
 
Na ocasião, o presidente disse querer armar a população para "evitar uma ditadura".
 
"Não é municiando a população brasileira que teremos um clima de paz e de entendimento aqui no nosso País. Aquilo (caso Raul Brasil) foi um exemplo do que é a violência gratuita, maldosa e assassina que vivenciamos naquele momento", disse Doria.
 
"Não podemos estimular a agressividade, o armamento da população ou qualquer atividade que possa permitir que cenas como aquela voltem a se repetir", afirmou Doria, em outro momento.
 
Ao relembrar o caso, o governador voltou a repetir frase dita no dia do massacre, de que as imagens vistas de dentro da escola foram as piores que já havia visto. 
 
“Tenho 62 anos. Foi a cena mais dolorosa que assisti em toda minha vida”, disse.
 
Governador visita escola; do lado de fora manifestantes protestam
 
O governador João Doria (PSDB) visitou a escola estadual Professor Raul Brasil em Suzano e foi recebido com um protesto na tarde de ontem. 

Assim que o governador chegou ao palco do ataque de 13 de março do ano passado, alguns manifestantes e apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) começaram a bater nos novos vidros que ficam em um dos muros da escola, gritando frases hostilizando Doria.

Um palco foi montado para a realização da entrevista com a imprensa, mas a conversa de Doria com os jornalistas acabou acontecendo dentro de uma sala no local onde ficava a secretaria da escola.

Durante a entrevista, o governador não chegou a opinar sobre as manifestações feitas do lado de fora, e apenas alguns veículos de comunicação puderam fazer perguntas.

Além de Doria, estiveram presentes na entrevista, entre outros políticos, o prefeito Rodrigo Ashiuchi (PL), a secretária de Desenvolvimento Social do Estado, Célia Parnes e o secretário de Educação do Estado, Rossieli Soares. 

O chefe da pasta de Educação destacou o “legado” deixado pelo massacre, citando as mudanças na segurança do prédio e a integração da central da Secretaria de Educação com o sistema de segurança pública ligado à polícia.
 

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