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Suzano

Em áreas irregulares, moradores têm dificuldades de comprovar endereços

Regularização faz parte do programa Cidade Legal’ do governo do Estado de São Paulo e deve ser aplicada em Suzano

Por Aline Moreira - de Suzano11 AGO 2018 - 23h57
Áreas: moradores cobram regularizaçãoFoto: Sabrina Silva/Divulgação
Os moradores que vivem em áreas irregulares de Suzano contam que a falta de regularização de seus imóveis atrapalham a vivência no âmbito municipal. Tratados como 'invisíveis', os moradores têm dificuldades e inseguranças ao realizar simples ações do cotidiano, como fazer a abertura de uma conta em uma agência bancária e pagar seus impostos em dia. Na maioria das vezes, o endereço se torna o empecilho das ações. 
 
Além disso, a situação dos bairros também é desigual. Ruas sem asfaltos e falta de saneamento básico são um dos itens que assombram as famílias que vivem sem regularização. 
 
A Prefeitura de Suzano havia anunciando no mês passado, a liberação das ordens de serviço para a regularização fundiária em cinco bairros da cidade. Com isso, mais de 1,6 mil famílias dos bairros Vila Fátima, Jardim Panorama, Jardim Belém, Vila Barros e Cidade Miguel Badra serão beneficiadas com a concessão da titularidade de posse dos imóveis. 
 
Até o momento, os trabalhos ainda não foram iniciados e de acordo com a Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Habitação, o município está atuando em conjunto com a empresa contratada pelo governo estadual para dar suporte às ações que futuramente beneficiarão às famílias.
 
Enquanto isso, os moradores das localidades aguardam ansiosamente pela regularização, alegando que a documento de posse do imóvel irá trazer diversos benefícios, tais como o pagamento correto dos impostos e reconhecimento de posse. 
 
Algumas famílias que vivem nos bairros acima citados, se encontram em situações críticas. A falta de água, esgoto e asfalto nas ruas incomoda quem vive nos locais. Uma parte do bairro Jardim Belém, localizado no Distrito de Palmeiras, ainda vive sem regularização fundiária. Na Rua Aquilino da Silva Paranhos, moram as donas de casa Poliana Souza Lopes, de 27 anos e Pamarâ Souza Lopes, de 23 anos, ambas são irmãs e vivem há 4 anos na localidade. 
 
As duas moram com a família e relatam que viver 'sem endereço' atrapalha a vivência na cidade. "Não podemos abrir conta corrente no Banco por causa da comprovação de endereço. Marcar consulta médica é difícil e quase tudo que envolva a comprovação de onde moramos é mais difícil para a gente. Se estivéssemos regularizadas, estaríamos bem, o bairro ia melhorar e assim poderíamos pagar nossos impostos em dia", explica Poliana.
 
Pamarâ conta que a falta de esgoto e água seria erradicada com a regularização. "Seriamos reconhecidos no município. As pessoas têm preconceitos com a gente, acham que quem mora em local de invasão é bandido ou não presta. Somos trabalhadores e só queremos os nossos direitos e com isso, pagar nossos impostos, igual a todo mundo", relata. Além disso, ambas acreditam que a rua também seria reestruturada com essa iniciativa fundiária.

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